Darwin, por Toni d'Agostinho

Este blog homenageia o cientista Charles Darwin (acima, no desenho de Toni d'Agostinho) que desvendou a origem da vida.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

NÃO HÁ DESCULPA PARA O FANATISMO RELIGIOSO







Quando se aprofundam as diferenças entre os homens; quando as grandes seitas da humanidade se odeiam e os homens se matam por causa disso; quando os atentados se repetem em várias regiões do mundo, matando pessoas inocentes simplesmente porque um fanático terrorista fez-se explodir no meio de uma multidão; quanto o cidadão comum – religioso ou não – se vê de repente na mira da arma de um jovem mal saído dos cueiros e já doutrinado para matar, em nome de seu deus sanguinolento; quando os líderes das potências mundiais se unem para combater o terrorismo e a única solução é jogar mais bombas sobre os terroristas e matar centenas de pessoas inocentes; quando, enfim, tudo o que se quer é paz e tudo o que se consegue é mais violência... vem sempre alguém a dizer que o Corão, o livro sagrado dos terroristas islâmicos, é um livro de pregação de paz, que esses terroristas interpretam mal as palavras desse livro, eu tenho vontade de vomitar.

O Corão não é, nunca foi, nunca será, assim como o velho testamento judeu, um livro de pregação da paz. Muito ao contrário. Lá só existem palavras de ódio àquele que não é muçulmano, considerado inimigo a ser destruído, para a glória de seu deus sanguinolento e cruel. As leis baseadas no Corão são leis de vingança e morte. Não se admite a existência de outros indivíduos que não os muçulmanos e, mesmo entre os muçulmanos, aqueles que não seguirem as leis do profeta devem ser sumariamente eliminados. Definitivamente, não se pode negar o que lá está escrito. Pode-se, como o fazem os que acham que o livro não é sanguinolento, buscar interpretações modernas, mitigando o lado negro e cruel das palavras do profeta. Isso é interpretação. A literalidade, no entanto, dos fundamentalistas fanáticos é a verdadeira face da seita muçulmana, a face da crueldade e da destruição implacável do inimigo que, no caso, é todo aquele que não seja muçulmano.


Portanto, querer diminuir a culpa da seita muçulmana e do Corão, como forma de driblar a ideia de que estamos, em pleno século XXI, numa declarada guerra de fundo religioso, em que nenhuma das grandes seitas atuais é inocente, só serve para confundir e obscurecer o debate sobre o que realmente está acontecendo hoje no mundo.