Darwin, por Toni d'Agostinho

Este blog homenageia o cientista Charles Darwin (acima, no desenho de Toni d'Agostinho) que desvendou a origem da vida.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

UTOPIA, JÁ!








Vai ser apenas um desabafo... e quem se sentir incomodado, que se retire (isso para não escrever o palavrão que me veio à mente: prezo, de vez em quando, a polidez. Só de vez em quando.).


Milhares de fanáticos, pelo mundo afora, se acham no direito de ameaçar, de matar, de morrer, de destruir, como vândalos em fúria, porque se sentem ofendidos em sua fé porque alguém criticou ideias ultrapassadas de profetas loucos que viveram há muitos e muitos anos e que continuam, com suas palavras, a influenciar um mundo que devia ter mudado, e não mudou, justamente por causa de suas palavras; porque um idiota fez um filme qualquer; porque um grande escritor publicou um livro... 



A falta de qualquer senso lógico dessa gente ultrapassa qualquer possibilidade de compreensão de pessoas que tenham, no mínimo, dois neurônios funcionando.



Por causa dessa horda de indigentes mentais, que se apegam a crenças absurdas, o mundo está a droga que está: não existe respeito, não existe qualquer sentimento de liberdade. Impera o medo. O medo de externar opiniões, de ser diferente.



Fico pensando: o profeta deles, um homem como outro qualquer, é maior, muito maior que seu próprio deus. Se alguém publicar charges ou desenhos tirando sarro do velhinho eterno, ninguém sairá às ruas queimando bandeiras e matando pessoas. Apesar de ser, pelo menos deveria ser, uma injúria muito maior do que simplesmente tirar sarro de um homem comum, embora considerado profeta ou sei lá o quê.



Então, onde está a racionalidade? Onde? Será que o homem é mesmo o ser racional que se diz ser? Duvido muito.



Os animais - irracionais - matam para comer, para sobreviver. O homem - racional - mata porque... Por quê? Mata por ideias idiotas; mata por ódio; mata porque tem o instinto de matar, sem nem entender bem que instinto é esse, ao julgar-se criatura de um deus carniceiro e absurdo que o fez à sua imagem e semelhança. Imagem e semelhança que configura exatamente a vontade de matar todos aqueles que não seguem a mesma crença nesse deus.



Não. Não há salvação para esse tipo de gente. Vão todos eles desaparecer um dia, na poeira da História. E então, não serão necessárias palavras de ofensa a qualquer deus ou a qualquer profeta, porque eles deixarão de existir, ou terão sua importância reduzida a guetos atrasados que não mais terão força para fazerem o que fazem hoje.



Será um mundo muito mais seguro. Onde o sabor de sangue na boca do homem terá sido mitigado e não mais será necessário matar para provar que é isso ou aquilo. 



Um mundo sem deus! 



Essa a utopia maior, a utopia das utopias. 



Não importa que digam que sou eu o louco, que vou arder no fogo dos infernos, ou que poderei ser ameaçado de morte pelos fanáticos imbecis que acreditam que satisfazem a vontade dos deuses, quando matam, destroem ou ameaçam ... Não importa: é preciso sonhar, é preciso imaginar utopias, para que o homem possa, enfim, um dia, se livrar de todas as seitas, de todas as superstições, de todos os deuses e, principalmente, de todos os demônios que atormentam sua mente.



O direito à utopia de um mundo sem deus eu o resumo em duas palavras, duas palavras apenas contra todos os milhões de livros e bilhões de palavras já escritas a favor da loucura deísta: 



UTOPIA, JÁ!



(lustração: Isadora Duncan, um símbolo de liberdade; foto de autoria desconhecida)






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