Darwin, por Toni d'Agostinho

Este blog homenageia o cientista Charles Darwin (acima, no desenho de Toni d'Agostinho) que desvendou a origem da vida.

sábado, 24 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!





Natal: comemora-se o nascimento de um deus ou de um homem?

Como deus, Jesus tem sérios competidores. O próprio deus que, diz-se, seria seu pai. E ainda, de acordo com a igreja católica romana, o espírito santo. A famosa "divina trindade", cujo conceito anda meio em baixa, diante da avalanche fundamentalista das igrejas evangélicas.

Como homem, não se sabem bem se realmente existiu. Ou melhor, o mais provável é que seja a fusão de inúmeros pregadores que abundavam por aquelas plagas (hoje Israel, a chamada "terra santa" onde ocorreram e ainda ocorrem guerras de ódio por ocupação territorial) e naqueles tampos (que todos sabem quais são). 

Tudo o mais é lenda, a maior mentira de todos os tempos. Ou talvez, não: afinal, os deuses gregos também tinham toda uma imensa mitologia atrás deles, com histórias perturbadoras e fundadoras de nosso pensamento. Então,os mitos cristãos, na mesma pegada dos deuses olímpicos e dos deuses de todos os demais povos do mundo, também conformaram o pensamento "moderno". E nos escravizaram a uma filosofia de quinta categoria e a um negócio que hoje alcança bilhões de dólares. Negócio que não tem mais condições de ser desfeito, diante de dois mil anos de lavagem cerebral.

A crença deísta está tão entranhada na mente humana, que parece fazer parte de uma espécie de DNA da memória e só uma parcela muito pequena da humanidade consegue livrar-se dessa praga. São os ateus, como eu. 

O ateísmo - já o disse - é o estado natural do homem. No entanto, desde que saímos do útero materno (ou talvez até antes), somos bombardeados pela pregação deísta. Livrar-se desse lixo é - guardadas as devidas proporções - como largar o vício do fumo: sempre se pode ter uma recaída.

Porque a mitologia deísta e, em especial, os mitos cristãos são especialmente potentes, para nos iludir e nos levar a crer em histórias de carochinha como verdades absolutas, porque estão baseados no princípio da fé. Ou seja, a fé "remove montanhas" e nos subjuga sob seus escombros e entulhos de milhares e milhares de "pedras", "terra", árvores" e tudo o mais que possa constituir uma "montanha" de dois mil anos de altura.

Por isso, nessa véspera de natal, somos imbuídos do "espírito natalino": uma mistura de misticismo cristão elevada a várias potências ao fundir-se com o consumismo capitalista. E o tal "espírito de natal" se fortalece com o materialismo monetário do comércio,um imenso comérico, que cria suas próprias mitologias - como a figura ridícula de um bom velhinho a distribuir presentes - e prende ainda mais a mente humana na armadilha de uma comemoração absurda e completamente sem lógica, que é o natal.

Enfim, já que não se pode derrotá-lo - ao tal "espírito natalino" com todos os penduricalhos cristãos e capitalistas - só nos resta, a nós, ateus e quejandos, fazer vista grossa a toda essa baboseira e comemorar... o quê? Qualquer coisa, desde que comamos, bebamos e festejemos com nossos amigos e familiares, nessa mistura de "euforia cristã" e "consumismo capitalista".

Bom natal a todos.

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